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Durigan diz que taxa de juros é muito alta no Brasil, mas evita criticar decisão do BC de interromper ciclo de corte da Selic

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, avaliou nesta quinta-feira (5) que a taxa básica de juros da economia brasileira, fixada pelo Banco Central, é muito alta no Brasil. Ele evitou, entretanto, criticar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central que inte...

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G1 - Economia Fonte Externa
5 de novembro de 2026 • 2 min de leitura
Durigan diz que taxa de juros é muito alta no Brasil, mas evita criticar decisão do BC de interromper ciclo de corte da Selic

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, avaliou nesta quinta-feira (5) que a taxa básica de juros da economia brasileira, fixada pelo Banco Central, é muito alta no Brasil.

Ele evitou, entretanto, criticar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central que interrompeu nesta quarta-feira (4) o ciclo de corte da Selic ao manter a taxa estável em 13,75% ao ano.

"Eu não vou fazer esse tipo de comentário valorativo, mas, mais uma vez, a taxa de juros no Brasil é muito alta, o esforço que nós temos que fazer no governo Lula 4 é dar as condições corretas, estruturais, os corretos estímulos para que a gente diminua a taxa de juros", disse o ministro.

Ele afirmou que a equipe econômica continuará trabalhando para reequilibrar as contas públicas, que vêm registrando déficits sucessivos nos últimos anos — fator que, segundo o mercado financeiro, tem pressionado as expectativas de inflação, o dólar e, consequentemente, a taxa de juros.

Copom mantém taxa básica de juros da economia em 13,75% ao ano

"Eu acho que é cumprir o que a gente tem já feito nesses quatro anos aqui no Ministério da Fazenda, em que a gente enfrenta um déficit que veio do governo Bolsonaro, e dar as condições para o país ter um superávit a partir do próximo ano, com os ajustes necessários", declarou o ministro.

Durigan reiterou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "nunca vai propor medidas que prejudiquem as pessoas mais pobres". "Ao contrário, Quando a gente vai fazendo ajustes graduais, vai implementando medidas, olhando para corte de privilégio, retomada de uma série", acrescentou.

Segundo ele, a área econômica segue trabalhando em medidas para melhorar o perfil das contas públicas, mas afastou a possibilidade de algum anúncio nos próximos dias.

"Nos próximos dias, provavelmente não o presidente tem viagem para a COP, preparação do presidente para isso. A gente vai seguir debatendo, seguindo, levando propostas. Tenho falado com o presidente diariamente, mas para os próximos dias não. Acho que quando o presidente voltar da viagem dele, a gente deve ter mais informações", informou Durigan.

Dario Durigan, ministro da Fazenda

Washington Costa/MF

Conteúdo importado automaticamente via RSS de G1 - Economia.

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