Dólar opera em alta, com balanços corporativos e pesquisas eleitorais no foco; Ibovespa cai
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar nesta quarta-feira (21) opera em alta, com um avanço de 0,10% perto das 12h45, cotado a R$ 5,0236. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha queda de 0,20% no mesmo horário, aos 207.874 pontos. Com as ele...
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar nesta quarta-feira (21) opera em alta, com um avanço de 0,10% perto das 12h45, cotado a R$ 5,0236. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha queda de 0,20% no mesmo horário, aos 207.874 pontos.
Com as eleições brasileiras como pano de fundo, investidores aguardam pela divulgação de novas pesquisas eleitorais e avaliam novos balanços corporativos. A notícia de que o Banco Central estuda medidas para conter o endividamento das famílias e os preços do petróleo no mercado internacional também seguem no radar.
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▶️ A temporada de balanços no Brasil começou nesta semana e deve mexer com os mercados financeiros. Analistas indicam que, principalmente nos resultados do setor financeiro, os índices de inadimplência estarão no centro das atenções, principalmente após o rali presidencial.
▶️ Com isso, investidores também seguem atentos ao cenário de crédito, após notícias de que o Banco Central estaria estudando um conjunto de medidas para conter o endividamento das famílias no Brasil. Entre as medidas, estariam a maior transparência dos bancos, a conscientização do consumidor e o limite do crédito autorizado por pessoa de acordo com a renda.
▶️ Além disso, a nova pesquisa Quaest de intensão de votos também fica no foco. O levantamento mostrou Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula. A situação é de empate técnico, com 1 ponto de diferença entre os dois candidatos. A pesquisa também indicou que 44% temem volta da família Bolsonaro ao poder e 42%, mais um mandato de Lula.
▶️ No exterior, destaque para novos dados sobre estoques semanais de petróleo nos Estados Unidos. O indicador deve trazer novos sinais sobre as condições de oferta e demanda, em meio à volatilidade dos preços da commodity no mercado internacional e diante das tensões ainda elevadas no Oriente Médio.
Perto das 13h, o barril do Brent, referência internacional, recuava 0,04%, cotado a US$ 108,75. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 0,56% no mesmo horário, a US$ 97,27 o barril. Na véspera, o petróleo teve a maior cotação em cinco meses. Saiba mais.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -1,06%;
Acumulado do mês: -3,01%;
Acumulado do ano: -8,56%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +1,39%
Acumulado do mês: +11,78%;
Acumulado do ano: +29,28%.
Petróleo volta a ficar no radar
As tensões entre os Estados Unidos e o Irã seguem influenciando as cotações do petróleo no mercado internacional. Na véspera, o Teerã informou ao comandante do Exército do Paquistão que não haverá negociações com Washington até que suas exigências sejam atendidas.
As falas reforçam o endurecimento da postura do país em relação às tratativas com os EUA, apesar dos esforços de mediação do Paquistão, seu principal interlocutor.
Segundo o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, Washington não poderá conquistar a confiança de Teerã até que cumpra as sete condições apresentadas pelo país no mês passado para a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo antes da guerra.
As condições do Irã incluem, entre outras exigências, o fim do bloqueio dos EUA aos seus portos, o fim das sanções dos EUA às suas exportações de petróleo, bem como o fim das hostilidades em todas as frentes regionais.
As tensões continuam a trazer volatilidade para os preços do petróleo. Na véspera, o barril do Brent chegou a superar os US$ 111, no maior nível em cinco meses.
Desde o início do conflito, no entanto, os países tem buscado rotas alternativas no Golfo Pérsico, em uma tentativa de mitigar o impacto do conflito. Segundo o presidente do grupo HSBC, Georges Elhedery, esse investimento pode até tornar o Estreito de Ormuz "desnecessário" nos próximos cinco anos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência da República, participaram na noite de domingo (18) do primeiro debate do segundo turno das eleições de 2026.
“Acreditamos que essa região será capaz de se recuperar e, em seguida, continuar crescendo. Isso exigirá muitos investimentos”, disse o executivo durante evento do HSBC, em Dubai.
“É claro que desejamos e esperamos ver uma resolução para o conflito... Mas o Estreito de Ormuz, provavelmente daqui a cinco anos, pode se tornar obsoleto”, acrescentou.
Bolsas globais
Em Wall Street, os três principais índices acionários da região operam em alta nesta quarta-feira, depois que os resultados trimestrais da SpaceX e da Super Micro Computer aumentaram o apetite por ações do setor de inteligência artificial.
Perto das 10h50, o Dow Jones tinha subia 0,20%, enquanto o S&P 500 avançava 0,22% e o Nasdaq Composite tinha ganhos de 0,68%.
O dia também era bastante positivo na Europa, com ações impulsionadas por balanços corporativos. No mesmo horário, o DAX, da Alemanha, tinha alta de 1,42%, enquanto o CAC-40, da França, subia 0,98% e o FTSE 100, do Reino Unido, ganhava 0,25%.
Na Ásia, as bolsas fecharam mistas nesta quarta-feira, em meio a esperanças cada vez menores de que o governo chinês faça um grande estímulo para impulsionar gastos. Balanços corporativos também ficaram no radar.
O SSEC, Índice de Xangai, teve queda de 0,6%, enquanto o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, caiu 1,0%. No Japão, o Nikkei avançou 0,85%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 3,29%. O Hang Seng, de Hong Kong, teve perdas de 0,90%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Notas de dólar.
Luisa Gonzalez/ Reuters
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