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Dólar abre em alta e vai a R$ 5,51, com eleições nos EUA e juros no radar

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar abriu a sessão desta terça-feira (3) em alta, com um avanço de 1,21% perto das 9h, cotado a R$ 5,5126. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h. Na última sexta-feira (30), a moe...

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G1 - Economia Fonte Externa
3 de novembro de 2026 • 5 min de leitura
Dólar abre em alta e vai a R$ 5,51, com eleições nos EUA e juros no radar

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar abriu a sessão desta terça-feira (3) em alta, com um avanço de 1,21% perto das 9h, cotado a R$ 5,5126. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

Na última sexta-feira (30), a moeda americana subiu a R$ 5,44 e acumulou alta de mais de 9% na semana. Já o Ibovespa caiu pelo quinto dia seguido e acumulou desvalorização de 18,12% no período, na quinta maior perda semanal desde o início do Plano Real, em julho de 1994. Saiba mais.

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O principal destaque da sessão fica com as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas como midterms. Novos dados do mercado de trabalho americano e a espera pela nova taxa de juros brasileira, que deve ser decidida amanhã também podem mexer com os negócios.

▶️ As midterms são o principal destaque da sessão. A votação vai renovar quase todo o Congresso americano e é crucial para o presidente Donald Trump, já que pode determinar o espaço que o governo terá para aprovar medidas sobre gastos públicos, impostos e regulação.

Essas decisões também influenciam as expectativas dos investidores e podem afetar os juros e o dólar no mercado internacional. (entenda mais abaixo)

▶️ Com as eleições americanas na mira, novos dados do mercado de trabalho dos EUA também ficam no radar. O indicador deve trazer sinais sobre a economia no país e dar pistas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na definição das taxas de juros.

▶️ Por aqui, investidores aguardam a próxima reunião do Banco Central, marcada para amanhã. Em meio à pressão fiscal e eleitoral, a expectativa do mercado é que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha a Selic inalterada em 13,75% ao ano.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

a

Acumulado da semana: +9,04%;

Acumulado do mês: +5,22%;

Acumulado do ano: -0,81%.

📈Ibovespa

Acumulado da semana: --18,12%

Acumulado do mês: --9,88%;

Acumulado do ano: +4,22%.

Eleições de meio de mandato nos EUA

Milhares de eleitores irão às urnas nesta terça-feira (3) para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas como midterms. A votação vai renovar quase todo o Congresso americano e é crucial para o presidente Donald Trump.

Diferentemente do Brasil, o Congresso dos Estados Unidos é renovado parcialmente a cada dois anos. Quando ocorrem na metade do mandato presidencial, essas eleições são chamadas de midterms, ou eleições de meio de mandato.

Os deputados norte-americanos têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores, de seis.

Com isso, a cada dois anos, o país renova toda a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado.

Sendo assim, em novembro, estarão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 do Senado.

Nas eleições de 2024, o Partido Republicano garantiu maioria nas duas Casas do Congresso, mas por uma margem pequena.

O resultado deu base para Trump avançar com a agenda no Congresso, já que também é do Partido Republicano. Por outro lado, a maioria apertada limitou essa força e expôs divisões dentro do próprio partido em temas mais sensíveis.

Diante desse cenário, Trump tem investido pesado e feito promessas para tentar manter o controle da Câmara e do Senado.

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Bolsa tem queda histórica

O Ibovespa acumulou desvalorização de 18,12% na semana encerrada em 30 de outubro de 2026, após o segundo turno das eleições presidenciais.

Segundo levantamento da Elos Ayta, com dados da B3, foi a quinta maior queda semanal desde o início do Plano Real, em julho de 1994.

O recuo igualou, com duas casas decimais, a perda registrada na semana dos atentados de 11 de setembro de 2001, quando o índice também caiu 18,12%.

As maiores baixas do período ocorreram durante a crise financeira asiática, em 1997 (-22,17%); a crise financeira global, em 2008 (-20,01%); e o início da pandemia de Covid-19, em 2020 (-18,88%).

Diferentemente desses episódios, a queda de outubro de 2026 teve como principal catalisador um acontecimento político doméstico: a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo a análise da Elos Ayta, o resultado contrariou as expectativas de parte dos investidores sobre uma possível mudança na condução da política econômica e provocou uma reavaliação dos preços dos ativos brasileiros.

Bolsas globais

Na Ásia, as bolsas fecharam em queda nesta terça-feira, conforme investidores avaliavam as medidas para incentivar a entrada de dinheiro no mercado como insuficientes.

O SSEC, Índice de Xangai, perdeu 0,82%, enquanto o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, caiu 0,20%. Na Coreia do Sul, o Kospi desvalorizou 3,59% e o Hang Seng, de Hong Kong, teve ganhos de 0,57%. No Japão, o Nikkei permaneceu fechado.

* Com informações da agência de notícias Reuters.

Notas de dólar.

Luisa Gonzalez/ Reuters

Conteúdo importado automaticamente via RSS de G1 - Economia.

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