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Após reunião com Lula, Durigan diz que não há 'fórmula mágica' e fala em manter compromissos fiscais e da campanha

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (5) que não há "fórmula mágica" para a economia brasileira e que o governo Lula vai "manter compromissos fiscais" e os feitos durante a campanha eleitoral no plano social. Durigan deu as declarações durante entrevis...

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G1 - Economia Fonte Externa
5 de novembro de 2026 • 5 min de leitura
Após reunião com Lula, Durigan diz que não há 'fórmula mágica' e fala em manter compromissos fiscais e da campanha

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (5) que não há "fórmula mágica" para a economia brasileira e que o governo Lula vai "manter compromissos fiscais" e os feitos durante a campanha eleitoral no plano social.

Durigan deu as declarações durante entrevista a jornalistas após participar de uma reunião, no Palácio da Alvorada, com o presidente Lula, ministros, ex-ministros e economistas. O encontro durou cerca de quatro horas.

Segundo o ministro, não houve discussão sobre medidas específicas.

"Como a gente está dizendo em melhora, avançar, ter superávit nos próximos anos, estamos necessariamente falando em reforçar as regras vigentes hoje de modo que a gente garanta a valorização de políticas públicas de maneira sustentável", afirmou ao ser questionado se haveria necessidade de ajustes nos parâmetros do arcabouço fiscal para estabilização da dívida pública.

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📈 O arcabouço fiscal é o conjunto de regras proposto e aprovado em 2023 para orientar os gastos públicos. Ele inclui um sistema de metas e gatilhos para controlar o crescimento das despesas e, em tese, levar os cofres federais para um patamar sustentável de gastos.

O objetivo é conter um crescimento maior da dívida pública brasileira, que já é considerada elevada para o padrão de países emergentes, evitando, assim, um aumento maior da inflação e dos juros básicos, fixados pelo Banco Central, que servem de referência para as taxas cobradas do setor produtivo.

Como desdobramento da conversa, Durigan informou que ele e o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, irão analisar os pontos levantados no encontro, além daqueles que já vinham sendo considerados.

A ideia é apresentar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando ele retornar de compromissos internacionais, eventuais medidas para avaliação. Ele defendeu que tudo seja feito com "bastante método" e "previsibilidade".

"Acho que a mensagem mais importante é: quem investe, quem produz nesse país não vai ter, neste governo, nenhum problema, nenhuma dificuldade com relação à previsibilidade, regras claras", disse o ministro, completamentando que "faz questão" de comunicar qualquer avanço nesse sentido.

Participaram da reunião com o presidente, além de Dario Durigan, o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Bruno Moretti (Planejamento), Miriam Belchior (Casa Civil) e Esther Dweck (Gestão), os ex-ministros Fernando Haddad, Aloizio Mercadante e Guido Mantega, além dos economistas Luciano Coutinho, Eduardo Moreira e Laura Carvalho.

Após o encontro, Durigan não fez anúncios de medidas para equilibrar as contas públicas, que são aguardadas pelo mercado e por especialistas em finanças públicas.

"A gente teve bastante convergência [na reunião], tanto nos diagnósticos quanto nos caminhos para o futuro. Não nos parece haver fórmula mágica e, sim, manutenção dos compromissos fiscais", disse Durigan.

"Compromisso de seguir melhorando as contas públicas, com a manutenção e reforço do que precisa ser reforçado com as regras fiscais atuais. De modo que a gente siga melhorando tanto os indicadores sociais quanto o resultado das contas públicas do governo", acrescentou.

Questionado por jornalistas sobre ações concretas, Durigan afirmou que, na reunião desta quinta, não foram discutidas "medidas específicas". Na sequência, afirmou que o governo tem compromisso de fazer "superávit" nos próximos anos.

No último fim de semana, circulou a informação de que Lula poderia receber para uma conversa André Lara Resende, um dos pais do Plano Real, para avaliar uma ideia do economista de redução da taxa de juros a até 7,5% ao ano, para depois fixar um teto tanto para a inflação como para a taxa Selic do Banco Central.

A ideia foi refutada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que negou que o encontro do presidente com o Lara Resende aconteceria e declarou que não haveria mudanças bruscas na política econômica.

Juros altos

A reunião com Lula aconteceu em um momento em que petistas criticam o Banco Central pelos juros altos e pedem mudanças na política monetária.

🔎Nesta quarta-feira, o Banco Central do Brasil interrompeu um ciclo de quedas e manteve em 13,75% ao ano a taxa básica de juros da economia, a Selic.

Além disso, os aliados de Lula rejeitam um ajuste fiscal forte. Enquanto isso, o mercado está na espera do anúncio de medidas de contenção de despesas pelo governo.

Economistas cobram um plano crível e consistente de redução do crescimento das despesas para garantir estabilidade na economia.

Caso contrário, avaliam os especialistas, o país vai conviver com crescimento baixo, falta de recursos para programas e pressões inflacionárias.

Durigan na portaria do Ministério da Fazenda, Brasília - DF

Washington Costa/MF

Conteúdo importado automaticamente via RSS de G1 - Economia.

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